Fratura por estresse do quadril: atletas e corredores precisam ter cuidado

4 de agosto de 2026
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A fratura por estresse do quadril é uma lesão que merece atenção especial, principalmente entre atletas e corredores.

Muitas vezes, a dor começa de forma leve e gradual, sendo confundida com cansaço muscular ou sobrecarga comum dos treinos. 


Contudo, ignorar os sinais do corpo pode permitir a progressão da lesão e aumentar o risco de complicações mais graves.


Esse tipo de lesão ocorre quando o osso é submetido a cargas repetitivas sem tempo adequado para recuperação, levando ao surgimento de pequenas fissuras ósseas.


Assim, com o crescimento da adesão à prática esportiva, especialmente da corrida de rua e dos treinos de alta intensidade, as fraturas por estresse têm se tornado cada vez mais frequentes. 


O que é a fratura por estresse do quadril?


A fratura por estresse do quadril é uma lesão causada por microtraumas repetitivos no osso, geralmente relacionados ao excesso de impacto e sobrecarga mecânica. 


Diferente de uma fratura traumática, que ocorre após uma queda ou acidente, a fratura por estresse surge de forma progressiva, ao longo do tempo.


Ela acontece quando o processo natural de remodelação óssea não consegue acompanhar o nível de estresse imposto ao osso durante atividades físicas intensas ou repetitivas.


No quadril, a região mais afetada costuma ser o colo do fêmur, estrutura responsável por suportar grande parte da carga do corpo durante movimentos como corrida, salto e mudanças rápidas de direção.


Segundo a American Academy of Orthopaedic Surgeons, as fraturas por estresse são comuns em atletas submetidos a treinos repetitivos e aumento abrupto de carga física.


No nosso blog, também temos um artigo completo sobre a fratura por estresse do fêmur, acesse para saber mais!


Por que atletas e corredores têm maior risco?


Atletas e corredores estão entre os grupos mais suscetíveis porque realizam atividades de impacto repetitivo, muitas vezes com alta frequência e intensidade.


A corrida, por exemplo, gera cargas importantes sobre o quadril a cada passada. 


Quando o corpo não possui tempo suficiente para recuperação ou quando existem fatores biomecânicos inadequados, o osso começa a sofrer microlesões progressivas.


Além disso, diversos fatores podem aumentar ainda mais o risco, confira abaixo:


  • Aumento rápido da intensidade ou volume dos treinos;
  • Treinamento excessivo sem descanso adequado;
  • Fraqueza muscular;
  • Alterações biomecânicas;
  • Déficit nutricional;
  • Baixa densidade óssea;
  • Uso inadequado de calçados;
  • Treino em superfícies muito rígidas;
  • Alterações hormonais.


Mulheres atletas também merecem atenção especial, principalmente em casos relacionados à baixa disponibilidade energética e alterações hormonais, fatores que podem comprometer a saúde óssea.


Quais são os sintomas da fratura por estresse do quadril?


Os sintomas geralmente aparecem de forma gradual. 


Inicialmente, o atleta pode sentir apenas um desconforto leve durante os treinos, que melhora com o repouso. 


Porém, com a progressão da lesão, a dor passa a ocorrer com mais frequência e intensidade.


Dessa forma, é preciso estar atento aos seguintes sinais:


  • Dor no quadril ou dor na virilha de forma profunda;
  • Dor durante corrida ou impacto;
  • Desconforto ao caminhar;
  • Piora progressiva dos sintomas;
  • Dor mesmo em repouso em casos avançados;
  • Diminuição do desempenho esportivo;
  • Sensibilidade na região do quadril.


Um dos grandes problemas é que muitos atletas continuam treinando mesmo com dor, acreditando se tratar apenas de fadiga muscular, o que aumenta o risco de evolução da lesão.


Como fazemos o diagnóstico?


O diagnóstico precoce é extremamente importante para evitar complicações e acelerar a recuperação.


Inicialmente, realizamos uma avaliação clínica detalhada, investigando sintomas, rotina de treinos, histórico esportivo e fatores de risco.


O exame físico pode levantar suspeita da lesão, mas os exames de imagem são cruciais para confirmação diagnóstica.



As radiografias podem ser normais nas fases iniciais.


Por isso, a ressonância magnética costuma ser o exame mais sensível para identificar precocemente a fratura por estresse.


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Em alguns casos, solicitamos outros exames para avaliação da saúde óssea e investigação de fatores associados.


Por que a fratura por estresse pode ser perigosa?


Quando não tratamos corretamente, a fratura por estresse do quadril pode evoluir para uma fratura completa do colo do fêmur, condição muito mais grave e que pode exigir cirurgia.


Além disso, a continuidade dos treinos sobre um osso lesionado aumenta o risco de deslocamento da fratura e complicações que podem comprometer a articulação do quadril.


Por isso, qualquer dor persistente na virilha ou no quadril em atletas e corredores deve ser investigada adequadamente.


Como é o tratamento da fratura por estresse do quadril?


O tratamento depende da localização e da gravidade da fratura.


Nos casos iniciais e sem deslocamento, o tratamento costuma ser conservador, envolvendo:


  • Suspensão temporária das atividades de impacto;
  • Controle da dor;
  • Uso de muletas em alguns casos;
  • Fisioterapia para o quadril;
  • Correção biomecânica;
  • Reabilitação progressiva;
  • Ajustes nutricionais e metabólicos.



Além desses recursos, em alguns casos selecionados, podemos utilizar terapias complementares, como a terapia por ondas de choque no manejo da dor e da recuperação funcional, sempre associada ao tratamento principal e à reabilitação adequada.


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Já em casos mais graves, especialmente quando há risco de deslocamento da fratura, pode ser necessária cirurgia de quadril para estabilização óssea.


Nesses casos, o procedimento tem como objetivo fixar a área fraturada com o uso de parafusos ou outros implantes específicos, promovendo maior estabilidade e reduzindo o risco de progressão da fratura.


A cirurgia também permite uma recuperação mais segura, favorecendo a consolidação óssea e diminuindo a chance de complicações graves, como o deslocamento da fratura ou alterações na circulação sanguínea da cabeça do fêmur. 


Após o procedimento, o paciente passa por um programa de reabilitação individualizado, que inclui fisioterapia e retorno gradual às atividades físicas, sempre sob acompanhamento especializado. 


Quanto tempo leva para recuperar?


O tempo de recuperação varia conforme a gravidade da lesão e o comprometimento do atleta com o tratamento.


De forma geral, a recuperação pode levar entre 6 e 12 semanas ou mais em alguns casos. 


O retorno precoce ao esporte antes da consolidação completa aumenta significativamente o risco de nova lesão.


Portanto, a reabilitação deve ser individualizada e realizada de forma gradual.


Como prevenir a fratura por estresse do quadril?


A prevenção envolve, principalmente, o equilíbrio entre treino, recuperação e fortalecimento muscular.


Assim, recomendamos as seguintes medidas:


  • Progressão gradual dos treinos;
  • Fortalecimento muscular adequado;
  • Boa alimentação;
  • Descanso adequado;
  • Avaliação biomecânica;
  • Uso de calçados apropriados;
  • Controle da carga de treino;
  • Atenção aos sinais de dor persistente.


Além disso, atletas com histórico de lesões recorrentes ou alterações hormonais devem realizar acompanhamento especializado.


Qual a importância do especialista em quadril?


A avaliação com especialista em quadril é fundamental tanto para o diagnóstico precoce quanto para a prevenção de complicações.


Muitas vezes, dores persistentes na região da virilha ou do quadril são subestimadas, atrasando o tratamento adequado. 


O especialista consegue identificar alterações biomecânicas, fatores de risco e sinais iniciais de lesão antes que o quadro evolua.


Além disso, o acompanhamento adequado ajuda o atleta a retornar ao esporte com mais segurança e menor risco de recorrência.


Fratura por estresse do quadril: fale com o Dr. Ricardo Kirihara


O Dr. Ricardo Kirihara é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e realizou sua especialização em Ortopedia e Traumatologia no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.


Além disso, especializou-se no tratamento clínico e cirúrgico das patologias do quadril.


Atua no diagnóstico e manejo de diferentes lesões que acometem atletas e praticantes de atividade física, incluindo a fratura por estresse do quadril.


Além disso, busca oferecer tratamentos adequados às necessidades de cada caso, incluindo terapias modernas para controle da dor, como a terapia por ondas de choque.


Se você apresenta dor persistente no quadril, desconforto durante os treinos ou deseja uma avaliação especializada para prevenção de lesões esportivas, agende uma consulta com o Dr. Ricardo Kirihara. 



O diagnóstico precoce é essencial para uma recuperação segura e para o retorno adequado às atividades físicas.


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