Cirurgia minimamente invasiva no quadril: indicação e benefícios
A cirurgia minimamente invasiva no quadril revolucionou a maneira como cuidamos das doenças dessa articulação.
Com o avanço das técnicas modernas, especialmente a artroscopia, hoje é possível visualizar, diagnosticar e tratar alterações internas do quadril por meio de pequenas incisões, com tecnologia de alta definição e máxima preservação das estruturas saudáveis.
Esse cuidado em preservar músculos, cartilagens e ligamentos ao redor da articulação faz toda a diferença no pós-operatório e nos resultados a longo prazo.
Por isso, a artroscopia é considerada um dos grandes avanços da ortopedia moderna.
Ela oferece tratamento eficaz para diferentes patologias, sempre com avaliação criteriosa e acompanhamento especializado em todas as etapas, do diagnóstico à reabilitação.
O que é uma cirurgia minimamente invasiva no quadril?
A cirurgia minimamente invasiva no quadril é uma abordagem cirúrgica que busca tratar lesões e doenças dessa articulação por meio de pequenas incisões.
Ela resulta em menor agressão aos tecidos ao redor, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida quando comparada às técnicas abertas tradicionais.
Entre os principais exemplos está a artroscopia de quadril, um procedimento reconhecido por sociedades como a American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) como uma técnica eficaz para tratar diversas patologias intra-articulares.
A artroscopia tem apresentado bons resultados em pacientes selecionados, especialmente quando há diagnóstico precoce e indicação adequada.
Em quais situações indicamos a artroscopia de quadril?
Podemos indicar a artroscopia do quadril sempre que há dor persistente, limitação de movimento ou lesões confirmadas por exame clínico e de imagem, especialmente quando o tratamento conservador não trouxe melhora satisfatória.
Ela é recomendada tanto para alterações dentro da articulação quanto para problemas ao redor dela:
Extra-articulares:
- Ressalto externo do quadril;
- Rupturas do mecanismo abdutor;
- Patologias do tendão do iliopsoas.
Intra-articulares:
- Impacto femoroacetabular (IFA);
- Lesão do lábio acetabular;
- Lesão do ligamento redondo;
- Corpos livres intra-articulares;
- Osteocondromatose sinovial;
- Pioartrite no quadril;
- Inspeção diagnóstica da articulação quando há dúvida clínica.

Como realizamos a artroscopia do quadril?
Realizamos a artroscopia do quadril em ambiente hospitalar, com o paciente sob anestesia, que pode ser geral ou associada a bloqueio regional, garantindo conforto e segurança durante todo o procedimento.
Posicionamos o paciente em mesa cirúrgica específica, geralmente em decúbito dorsal ou lateral, e o membro é submetido a uma tração controlada para criar um pequeno espaço dentro da articulação.
Essa etapa é fundamental, pois o quadril é uma articulação profunda e bastante estável, e a tração nos permite visualizar as estruturas internas sem causar danos à cartilagem.
Após a preparação e assepsia da região, realizamos pequenas incisões na pele, por onde introduzimos o artroscópio, uma câmera de alta definição acoplada a uma fonte de luz, e os instrumentos cirúrgicos delicados.
A imagem é transmitida em tempo real para um monitor, permitindo uma visualização detalhada da cartilagem, do lábio acetabular, da cabeça do fêmur, do ligamento redondo e da membrana sinovial.
Com base no diagnóstico, podemos tratar lesões do lábio, corrigir deformidades relacionadas ao impacto femoroacetabular, remover corpos livres, realizar reparos tendíneos ou tratar inflamações articulares, sempre com preservação máxima dos tecidos saudáveis.
Ao final do procedimento, retiramos os instrumentos, as pequenas incisões são fechadas com pontos simples ou curativos específicos e o paciente é encaminhado à recuperação anestésica.
Como será a recuperação após o procedimento?
A recuperação após a artroscopia do quadril costuma ser mais rápida quando comparada às cirurgias abertas.
Contudo, o tempo total irá variar conforme o tipo de lesão tratada, os procedimentos realizados durante a cirurgia e as características individuais do paciente.
O paciente costuma ficar internado por cerca de 24 horas, principalmente para controle da dor e observação inicial, embora em alguns casos a alta possa ocorrer no mesmo dia.
Nas primeiras semanas, é comum a necessidade de uso de muletas ou andador para proteger a articulação, especialmente quando houve reparo do lábio acetabular ou tratamento do impacto femoroacetabular.
O apoio do peso pode ser parcial ou progressivo.
Já o controle adequado da dor faz parte do protocolo pós-operatório e nos permite iniciar a reabilitação precocemente.
Assim, iniciamos a fisioterapia motora nos primeiros dias após a cirurgia, com foco na recuperação da mobilidade, prevenção de rigidez articular e fortalecimento gradual da musculatura ao redor do quadril.
No nosso blog, temos um artigo completo sobre fisioterapia para o quadril, acesse para entender melhor!
De forma geral, atividades leves do dia a dia podem ser retomadas em poucas semanas, enquanto o retorno ao trabalho varia de duas a seis semanas, dependendo da função exercida.
Já o retorno completo a atividades físicas mais intensas ou esportes costuma ocorrer entre três e seis meses, podendo se estender em casos mais complexos.

Existem riscos nesse procedimento?
Como qualquer procedimento cirúrgico, a artroscopia do quadril apresenta riscos, embora seja considerada uma técnica segura quando bem indicada e realizada por equipe especializada.
Um dos riscos específicos desse procedimento está relacionado à tração necessária para acessar a articulação.
Durante a cirurgia, o membro é tracionado e um apoio é posicionado entre as pernas como contra-força.
Isso pode provocar estiramento temporário de nervos da região, levando a dormência ou alteração de sensibilidade na virilha, períneo ou face lateral da coxa.
Na maioria dos casos, esses sintomas são transitórios e melhoram espontaneamente ao longo de dias ou semanas.
Também pode ocorrer formação de aderências nas estruturas ao redor do quadril no período pós-operatório.
Por isso, recomendamos o início precoce da fisioterapia, preservando a mobilidade e reduzindo esse risco.
Além disso, como em qualquer cirurgia, existem pequenos riscos de infecção e de trombose venosa profunda.
Essas complicações são raras, mas prevenimos com protocolos específicos, incluindo cuidados rigorosos de assepsia, mobilização precoce e uso de medicamentos anticoagulantes.
Cirurgia minimamente invasiva no quadril: conte com o Dr. Ricardo Kirihara
A cirurgia minimamente invasiva no quadril exige conhecimento técnico aprofundado, domínio das indicações corretas e experiência prática para garantir segurança e bons resultados.
Por isso, contar com um profissional experiente em cirurgia do quadril faz toda a diferença.
A avaliação criteriosa é o primeiro passo para definir se a técnica minimamente invasiva é realmente a melhor opção.
Nem toda dor no quadril tem indicação cirúrgica, e nem toda alteração vista nos exames precisa de intervenção.
Além disso, durante o procedimento, a precisão técnica reduz riscos, preserva estruturas importantes e contribui para uma recuperação mais tranquila e eficiente.
O acompanhamento no pós-operatório também é essencial.
A orientação correta sobre carga, uso de muletas, controle da dor e fisioterapia personalizada influencia diretamente no retorno às atividades e na qualidade do resultado final.
Assim sendo, se você apresenta dor no quadril, limitação de movimento ou já recebeu indicação de cirurgia, agende uma consulta com o Dr. Ricardo Kirihara para uma avaliação especializada.
Um atendimento individualizado e focado na saúde do seu quadril pode ser o primeiro passo para retomar sua qualidade de vida com confiança!













