Você quer saber se a osteopenia dói?
Na maioria dos casos, a perda de massa óssea acontece de forma silenciosa e só é descoberta em exames de rotina, como a densitometria óssea.
A dor costuma surgir quando a doença evolui para complicações, como fraturas por fragilidade, especialmente no quadril, coluna e punho.
Assim, por não apresentar sintomas nas fases iniciais, muitas pessoas convivem com a osteopenia durante anos sem saber.
Além disso, quando não identificada e tratada adequadamente, essa condição pode evoluir para osteoporose.
Isso aumenta bastante o risco de fraturas que comprometem a mobilidade, a independência e a qualidade de vida.
O que é osteopenia?
A osteopenia é uma condição caracterizada pela redução da densidade mineral óssea, fazendo com que os ossos se tornem menos resistentes do que o normal, mas ainda não apresentem a fragilidade observada na osteoporose.
Em outras palavras, trata-se de um estágio intermediário entre a massa óssea normal e a osteoporose.
Nessa fase, o organismo perde mais tecido ósseo do que consegue formar, tornando os ossos progressivamente mais frágeis.
O diagnóstico é realizado por meio da densitometria óssea, utilizando o chamado T-score, que compara a densidade óssea do paciente com a de adultos jovens saudáveis:
- Normal: T-score entre +1 e -1,0;
- Osteopenia: T-score entre -1,0 e -2,5;
- Osteoporose: T-score igual ou inferior a -2,5 ou presença de fratura por fragilidade.
Embora possa acometer qualquer osso, as regiões mais frequentemente afetadas são o quadril, a coluna vertebral e o punho.
No nosso blog, temos um artigo completo sobre a osteoporose, acesse para entender melhor!
A osteopenia dói?
Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes.
Na maioria das vezes, a osteopenia não provoca dor, justamente porque a perda de massa óssea ocorre de maneira lenta e silenciosa.
A dor costuma aparecer apenas quando surgem complicações decorrentes da fragilidade óssea, como:
- Fraturas após pequenos traumas;
- Fraturas espontâneas;
- Micro Fraturas vertebrais;
- Colapso das vértebras;
- Deformidades da coluna.
Quando há fraturas vertebrais, por exemplo, o paciente pode apresentar dor intensa nas costas, redução da estatura e aumento da curvatura da coluna (cifose).
Por isso, não sentir dor não significa que os ossos estejam saudáveis.
Quais são os sintomas da osteopenia?
Nas fases iniciais, a osteopenia costuma ser completamente assintomática.
Entretanto, conforme ocorre maior perda óssea ou aparecem fraturas por fragilidade, alguns sinais podem surgir:
- Dor após fraturas de baixo impacto;
- Redução da altura ao longo dos anos;
- Encurvamento progressivo da coluna;
- Dor nas costas relacionada a fraturas vertebrais;
- Maior facilidade para sofrer fraturas.
Como os sintomas geralmente aparecem apenas em fases mais avançadas, a realização de exames preventivos é indispensável para identificar precocemente a doença.
Quais são as principais causas da osteopenia?
Diversos fatores influenciam a perda de massa óssea.
Entre os principais estão:
Envelhecimento
Com o passar dos anos, o equilíbrio entre formação e reabsorção óssea diminui naturalmente, favorecendo a perda de densidade mineral.
Menopausa
Após a menopausa ocorre redução dos níveis de estrogênio, hormônio fundamental para a manutenção da massa óssea feminina.
Por esse motivo, mulheres apresentam maior risco de osteopenia e osteoporose.
Baixa ingestão de cálcio e vitamina D
Esses nutrientes são indispensáveis para a formação e manutenção dos ossos.
Dietas inadequadas aumentam o risco de perda óssea.
Sedentarismo
Os exercícios físicos, principalmente aqueles com impacto moderado e fortalecimento muscular, estimulam a formação óssea.
Assim, a falta de atividade física favorece a redução da densidade mineral.
Uso prolongado de medicamentos
O uso contínuo de corticoides é um dos principais fatores de risco para osteopenia secundária.
Além deles, alguns anticonvulsivantes e tratamentos oncológicos também podem interferir na saúde óssea.
Tabagismo e consumo excessivo de álcool
Esses hábitos prejudicam a formação óssea e aumentam o risco de fraturas.
Histórico familiar
Ter familiares com osteoporose ou fraturas por fragilidade aumenta a probabilidade de desenvolver perda óssea.

Como realizamos o diagnóstico?
O principal exame utilizado para diagnosticar a osteopenia é a densitometria óssea (DEXA).
Esse exame é rápido, indolor e mede a quantidade de minerais presentes nos ossos, permitindo identificar precocemente alterações na densidade óssea.
Costumamos indicá-lo principalmente para:
- Mulheres com 65 anos ou mais;
- Homens acima de 70 anos;
- Mulheres na pós-menopausa com fatores de risco;
- Pessoas que utilizam corticoides por tempo prolongado;
- Pacientes com deficiência de vitamina D ou cálcio;
- Pessoas com histórico familiar de osteoporose;
- Indivíduos que sofreram fraturas após traumas leves.
Além da densitometria, podemos pedir exames laboratoriais para investigar alterações hormonais, deficiência de vitamina D, cálcio, função renal e outras condições que contribuem para a perda óssea.
Segundo a International Osteoporosis Foundation, a osteoporose e as fraturas por fragilidade podem ser prevenidas por meio do diagnóstico precoce, alimentação adequada, prática regular de atividade física e tratamento dos fatores de risco.
Isso tudo reforça a importância da avaliação antes do aparecimento das fraturas.
A osteopenia pode evoluir para osteoporose?
Sim. Sem acompanhamento adequado, a perda de massa óssea pode continuar progredindo até atingir níveis compatíveis com osteoporose.
Nessa fase, o risco de fraturas aumenta, principalmente no quadril, coluna e punho.
Além das fraturas, a osteoporose pode causar perda de mobilidade, limitação funcional, dor crônica e redução importante da qualidade de vida.
Por isso, identificar a osteopenia ainda em seus estágios iniciais permite adotar medidas capazes de retardar ou até impedir sua progressão.
Quando devemos tratar a osteopenia?
Nem todos os pacientes com osteopenia precisam de medicamentos.
A decisão depende da densidade óssea, da idade, da presença de fatores de risco e da probabilidade de fraturas futuras, frequentemente estimada por ferramentas como o FRAX.
Em muitos casos, o tratamento inicial envolve mudanças no estilo de vida, reservando o uso de medicamentos para pacientes com maior risco de fratura.
Como é o tratamento da osteopenia?
O tratamento é individualizado e busca preservar a massa óssea e reduzir o risco de fraturas.
Assim, devemos recorrer às seguintes medidas:
- Alimentação rica em cálcio;
- Correção da deficiência de vitamina D;
- Exposição solar de forma segura;
- Exercícios físicos, especialmente fortalecimento muscular e atividades com sustentação de peso;
- Cessação do tabagismo;
- Redução do consumo excessivo de álcool;
- Prevenção de quedas.
Além disso, em pacientes com maior risco de fraturas, podemos indicar medicamentos específicos, como bisfosfonatos, moduladores seletivos dos receptores de estrogênio, agentes anabólicos ósseos ou outras terapias, conforme cada caso.
Como prevenir a osteopenia?
A prevenção deve começar ainda na juventude, quando ocorre o pico de formação da massa óssea.
Entre as principais medidas preventivas estão:
- Manter ingestão adequada de cálcio;
- Garantir níveis adequados de vitamina D;
- Praticar exercícios regularmente;
- Evitar o tabagismo;
- Reduzir o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
- Manter alimentação equilibrada;
- Evitar excesso de sal e refrigerantes à base de cola;
- Realizar acompanhamento médico quando houver fatores de risco.
Esses hábitos ajudam a preservar a saúde óssea ao longo da vida.
O Dr. Ricardo Kirihara é especialista no tratamento das doenças do quadril
O Dr. Ricardo Kirihara é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Ortopedia e Traumatologia pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da USP.
Especializado no tratamento clínico e cirúrgico das patologias do quadril, oferece atendimento individualizado, baseado em evidências científicas e focado na prevenção de fraturas, preservação da mobilidade e melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Se você possui fatores de risco para osteopenia, já sofreu fraturas por fragilidade ou deseja avaliar a saúde dos seus ossos, agende uma consulta com o Dr. Ricardo Kirihara.
Dessa forma, poderemos realizar uma investigação completa e preparar um plano de tratamento personalizado.
FAQ – Osteopenia
Osteopenia causa dor?
Na maioria dos casos, não. A osteopenia costuma ser assintomática, e a dor geralmente aparece apenas quando ocorrem fraturas por fragilidade.
Qual a diferença entre osteopenia e osteoporose?
A osteopenia representa uma redução da massa óssea menos intensa do que a osteoporose. Quando não tratamos, pode evoluir para um quadro de maior fragilidade óssea.
Como saber se tenho osteopenia?
O diagnóstico é feito principalmente por meio da densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos.
Quem tem osteopenia precisa tomar remédio?
Nem sempre. Muitos pacientes são tratados inicialmente com mudanças no estilo de vida, suplementação quando indicada e acompanhamento periódico.
Osteopenia pode virar osteoporose?
Sim. Sem prevenção e tratamento adequados, a perda óssea pode progredir e aumentar o risco de fraturas.
Qual médico trata osteopenia?
O ortopedista pode diagnosticar e acompanhar pacientes com osteopenia, especialmente quando há comprometimento do quadril ou risco de fraturas. Em alguns casos, o tratamento também pode envolver endocrinologistas ou reumatologistas.
Caminhar ajuda quem tem osteopenia?
Sim. Caminhadas e outros exercícios com sustentação de peso, associados ao fortalecimento muscular, contribuem para a manutenção da saúde óssea e ajudam a reduzir o risco de perda de massa óssea.













