Lesão de isquiotibiais: causas e tratamento

18 de dezembro de 2025
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A lesão de isquiotibiais é uma das causas mais frequentes de dor na parte posterior da coxa, principalmente entre atletas e pessoas fisicamente ativas.

Esses músculos têm papel essencial na flexão do joelho e na extensão do quadril, o que os torna constantemente exigidos em esportes que envolvem corrida, salto ou mudanças bruscas de direção.


Quando ocorre um estiramento ou ruptura dessas estruturas, o paciente sente dor imediata, limitação dos movimentos e, em alguns casos, precisa interromper totalmente suas atividades.


O que é a lesão de isquiotibiais?


Os isquiotibiais são um grupo de músculos localizados na parte posterior da coxa, responsáveis principalmente pela flexão do joelho e pela extensão do quadril.


Eles são formados por três músculos principais: bíceps femoral, semitendíneo e semimembranoso, todos originados na tuberosidade isquiática da pelve e inseridos na tíbia e fíbula, na região posterior do joelho.


A lesão dos músculos isquiotibiais ocorre quando o músculo é esticado além de sua capacidade normal, resultando em uma ruptura parcial ou completa da unidade musculotendínea.


Essa condição é relativamente comum e representa cerca de 30% das lesões esportivas, sendo observada com maior frequência em atletas que praticam esportes de alta intensidade, como futebol, atletismo e corrida.


Além dos isquiotibiais, outros grupos musculares frequentemente acometidos por lesões são os quadríceps e os adutores.


A lesão pode ser classificada de acordo com o grau de comprometimento:


  • Grau I: pequena ruptura estrutural na junção miotendínea;
  • Grau II: ruptura parcial, com algumas fibras ainda íntegras;
  • Grau III: ruptura completa da unidade miotendínea;
  • Grau IV: fratura-avulsão da origem muscular, mais prevalente em pacientes jovens com esqueleto ainda imaturo.


Quais são as principais causas da lesão de isquiotibiais?


Normalmente, a lesão ocorre durante uma contração excêntrica, isto é, quando o músculo tenta frear um movimento enquanto é alongado, o que gera forças maiores do que nas contrações concêntricas.


Essa situação é comum em ações rápidas de corrida, salto ou chutes.


Entre as causas mais comuns da lesão dos isquiotibiais, destacamos:


  • Esforço excessivo ou movimento brusco;
  • Falta de preparo físico adequado antes do exercício;
  • Desequilíbrios musculares (principalmente entre quadríceps e isquiotibiais);
  • Falta de alongamento e encurtamento muscular;
  • Postura inadequada e técnica incorreta durante a prática esportiva;
  • Fadiga muscular e ausência de tempo de recuperação entre os treinos.



Quer entender a importância do alongamento do quadril? Confira esse artigo completo em nosso blog!


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Quais os sintomas da lesão de isquiotibiais?


Os sintomas variam conforme o grau da lesão, mas geralmente o paciente sente uma dor súbita e aguda na parte posterior da coxa, muitas vezes descrita como um “estalo” no momento da lesão.


Os sinais e sintomas mais comuns incluem:


  • Dor intensa no quadril ou na parte posterior da coxa;
  • Inchaço e formação de hematoma na região;
  • Dificuldade para movimentar a perna ou dobrar o joelho;
  • Restrição de mobilidade e rigidez muscular;
  • Queda no rendimento físico durante as atividades;
  • Em casos mais graves, retração muscular e deformidade visível.


A dor tende a piorar nos dias seguintes, e em alguns casos, o paciente pode apresentar dificuldade para apoiar a perna lesionada.


Como realizamos o diagnóstico da lesão de isquiotibiais?


Após a suspeita diagnóstica, o exame físico é o primeiro passo, nos permitindo avaliar o ponto exato da dor, a presença de hematomas e a limitação dos movimentos.


Entre os exames de imagem, costumamos indicar a ressonância magnética, que oferece uma visão detalhada da extensão e localização da lesão.


Também podemos utilizar a ultrassonografia musculoesquelética, especialmente em casos agudos e para acompanhamento da evolução do tratamento.


A classificação do grau da lesão é fundamental, pois define o tempo de recuperação e o tipo de tratamento a ser seguido.


Qual o tratamento para a lesão de isquiotibiais?


O tratamento depende do grau da lesão, da idade do paciente e do nível de atividade física.


Nas lesões leves e moderadas, o tratamento conservador é o mais indicado e inclui:



  • Repouso da região afetada;
  • Aplicação de gelo nas primeiras 48 a 72 horas para reduzir o inchaço e a inflamação;
  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios sob prescrição médica;
  • Evitar alongamentos e movimentos dolorosos na fase aguda;
  • Fisioterapia para recuperar força, flexibilidade e função;
  • Tratamento por ondas de choque, em casos selecionados, para estimular a regeneração muscular.


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Após a fase inflamatória, o paciente deve iniciar movimentos controlados e exercícios isocinéticos, que promovem a regeneração do tecido muscular e evitam a formação de fibrose.


O tratamento cirúrgico pode ser necessário em casos mais graves, especialmente quando há ruptura completa ou afastamento superior a 3 cm entre as extremidades lesionadas. 


A cirurgia tem como objetivo reconectar o músculo ou tendão e restaurar sua função.


Quanto tempo leva a recuperação da lesão?


O tempo de recuperação depende do grau da lesão, do tratamento realizado e da adesão à fisioterapia. Em média:


  • Grau I: 1 a 3 semanas;
  • Grau II: 4 a 8 semanas (podendo chegar a 10 semanas);
  • Grau III e IV: de 3 a 6 meses, dependendo da necessidade de cirurgia e reabilitação.


Durante a reabilitação, o retorno às atividades físicas deve ser gradual e supervisionado, evitando recaídas e novas rupturas.


Como prevenir novas lesões nos isquiotibiais?


A prevenção das lesões nos isquiotibiais deve ser parte essencial do treinamento físico.


Entre as principais medidas preventivas estão:


  • Fortalecimento muscular, especialmente dos isquiotibiais e glúteos;
  • Alongamentos regulares, melhorando a flexibilidade e o equilíbrio entre os grupos musculares;
  • Treinos excêntricos, como o Nordic Hamstring Exercise, comprovadamente eficazes na prevenção de novas lesões;
  • Aquecimento adequado antes das atividades esportivas;
  • Correção da postura e da técnica durante o exercício;
  • Hidratação adequada e descanso entre os treinos para evitar fadiga muscular.


Manter um programa de condicionamento físico equilibrado e supervisionado por profissionais de saúde e educação física é fundamental para reduzir o risco de recorrência.


Além disso, reforçamos que a avaliação com o ortopedista especialista em quadril e lesões musculares é fundamental para identificar o grau da lesão e indicar o tratamento mais apropriado.



Agende sua consulta com o Dr. Ricardo Kirihara para receber uma avaliação completa e um plano de tratamento personalizado.

Dessa forma, será possível retornar às suas atividades com segurança e qualidade de vida.


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