Revisão de prótese de quadril: entenda quando ela é necessária
Quer saber quando a revisão de prótese de quadril é necessária?
A cirurgia de prótese de quadril costuma oferecer alívio duradouro da dor e melhora da mobilidade, permitindo que muitos pacientes retomem suas atividades com mais qualidade de vida.
Contudo, com o passar dos anos ou diante de algumas complicações, o implante pode deixar de funcionar.
Nesses casos, a revisão da prótese de quadril pode se tornar necessária.
Continue lendo esse artigo para entender quando essa cirurgia é indicada, quais sinais merecem atenção e por que a avaliação especializada é fundamental.
Assim, você poderá buscar tratamento no momento certo e evitar problemas mais complexos no futuro.
O que é a cirurgia de revisão da prótese de quadril?
A cirurgia de revisão da prótese de quadril é um procedimento ortopédico realizado para substituir parcial ou totalmente uma prótese previamente implantada que deixou de funcionar de maneira adequada.
Indicamos esse procedimento quando ocorre falha do implante, seja por soltura dos componentes, desgaste dos materiais, infecção, fratura ao redor da prótese, desalinhamento ou dor persistente que compromete a função e a qualidade de vida do paciente.
Diferentemente da cirurgia inicial, a revisão costuma ser mais complexa, pois envolve a retirada de um implante já integrado ao osso, a avaliação e, muitas vezes, o tratamento da perda óssea ao redor da prótese.
O objetivo principal da cirurgia de revisão é restaurar a estabilidade da articulação, aliviar a dor, corrigir deformidades e permitir que o paciente volte a se movimentar com mais segurança e conforto.
No nosso site, temos um artigo completo sobre a artroplastia do quadril, acesse para saber mais!
Em que situações a revisão da prótese se torna necessária?
A revisão da prótese de quadril pode ser necessária nas seguintes situações:
- Soltura da prótese, que pode ocorrer ao longo do tempo por desgaste natural, perda de fixação ao osso ou alterações na interface entre o implante e o tecido ósseo;
- Desgaste dos componentes, especialmente do polietileno, levando à formação de partículas que provocam reação inflamatória e perda óssea (osteólise);
- Infecção da prótese, uma das causas mais graves, que pode surgir precocemente ou anos após a cirurgia inicial;
- Dor persistente e progressiva, sem outra causa identificável, que compromete a função e a qualidade de vida;
- Instabilidade ou luxações recorrentes, quando a prótese sai do lugar repetidamente;
- Fraturas ao redor da prótese (fraturas periprotéticas), geralmente associadas a quedas ou traumas;
- Mau posicionamento ou falha mecânica do implante, que pode gerar limitação de movimento e sobrecarga da articulação;
- Perda óssea que compromete a sustentação da prótese ao longo do tempo.
Quais sintomas podem indicar a necessidade de uma cirurgia de revisão?
Alguns sinais e sintomas podem indicar que a prótese de quadril não está funcionando, como, por exemplo:
- Dor no quadril, virilha ou coxa, especialmente quando surge ou piora após um período de bom resultado da cirurgia inicial;
- Dor ao apoiar o peso do corpo, dificultando caminhar, subir escadas ou levantar da cadeira;
- Claudicação (mancar) sem outra causa aparente;
- Sensação de instabilidade ou insegurança ao andar, como se o quadril fosse “falhar”;
- Limitação progressiva da mobilidade, com perda de movimentos antes preservados;
- Deslocamento da prótese de forma recorrente, mesmo com cuidados adequados;
- Dor em repouso ou durante a noite, em fases mais avançadas;
- Inchaço, calor local ou vermelhidão, que podem sugerir infecção associada à prótese;
- Febre ou mal-estar geral, quando há suspeita de processo infeccioso;
- Diminuição da função e impacto na qualidade de vida, interferindo nas atividades do dia a dia.

Como realizamos o diagnóstico que confirma a necessidade da revisão?
Começamos analisando os sintomas apresentados pelo paciente, como dor persistente ou progressiva, dificuldade para caminhar, sensação de instabilidade e perda de mobilidade.
Além disso, realizamos um exame físico detalhado para avaliar a marcha, a amplitude de movimento e a estabilidade da articulação.
Os exames de imagem também são importantes nesse processo.
A radiografia, por exemplo, nos permite identificar sinais de soltura, desgaste dos componentes, desalinhamento, fraturas ao redor da prótese ou alterações ósseas.
Em situações em que a radiografia não é conclusiva ou quando é necessário um estudo mais detalhado, podemos solicitar exames como tomografia computadorizada e a cintilografia óssea.
Por fim, quando há suspeita de infecção da prótese, podemos pedir exames laboratoriais de sangue ou a punção da articulação.
A cirurgia de revisão é mais complexa do que a cirurgia inicial? Como funciona o procedimento?
Sim, a cirurgia de revisão da prótese de quadril costuma ser mais complexa do que a cirurgia inicial.
Isso ocorre porque o procedimento envolve a retirada de um implante que já está integrado ao osso, além da necessidade de lidar com possíveis perdas ósseas, cicatrizes, alterações anatômicas e, em alguns casos, infecção associada.
O planejamento pré-operatório é essencial.
Nesse momento, analisamos detalhadamente os exames de imagem para avaliar a condição do osso, o tipo de prótese existente e a causa da falha.

Durante a cirurgia, removemos parcial ou totalmente os componentes da prótese antiga, tratamos o osso comprometido e, quando necessário, utilizamos enxertos ósseos ou implantes para garantir uma nova fixação adequada.
Em seguida, implantamos uma nova prótese, escolhida de acordo com as necessidades individuais do paciente.
Como é a recuperação após cirurgia de revisão de prótese de quadril?
A recuperação após a cirurgia de prótese de quadril é um processo gradual que começa antes mesmo do procedimento cirúrgico.
Sempre que possível, o preparo pré-operatório inclui medidas analgésicas e exercícios orientados para melhorar o condicionamento muscular e reduzir o risco de complicações no pós-operatório.
Após a cirurgia, estimulamos o paciente a se levantar e caminhar já no dia seguinte, com auxílio e carga parcial no membro operado, respeitando os limites da dor.
Ainda durante a internação hospitalar, iniciamos a fisioterapia com foco no alívio da dor, ativação muscular e retomada segura dos movimentos.
De forma geral, a maioria das pessoas alcança uma recuperação próxima do normal entre dois e três meses.
Lembramos que contar com a orientação do ortopedista especialista em quadril faz toda a diferença tanto na indicação do procedimento quanto no acompanhamento do pós-operatório e da reabilitação.
Assim sendo, se você apresenta dor, limitação de movimento ou já foi submetido à cirurgia de prótese, agende uma consulta com o Dr. Ricardo Kirihara.
Receba uma avaliação especializada e cuidadosa e tire todas as suas dúvidas!













