Tendinopatia no quadril tem cura? Conheça as melhores opções de tratamento
A tendinopatia no quadril pode começar com uma dor leve, mas evoluir a ponto de atrapalhar atividades simples do dia a dia, como caminhar, subir escadas ou até deitar de lado.
Muitas pessoas convivem com esse desconforto sem saber exatamente a causa, e acabam adiando o tratamento adequado.
Mas afinal, a tendinopatia no quadril tem cura? E quais são as melhores opções de tratamento disponíveis hoje?
Entender como essa condição se desenvolve e como tratá-la corretamente é essencial para aliviar a dor e recuperar a qualidade de vida!
O que é a tendinopatia no quadril e quais estruturas são mais afetadas?
A tendinopatia no quadril é uma condição que envolve alterações nos tendões dessa articulação, podendo incluir inflamação, degeneração ou sobrecarga dessas estruturas.
De forma geral, o termo “tendinopatia” é utilizado para descrever qualquer processo que afete o tendão, levando a dor, limitação de movimento e prejuízo funcional.
No quadril, essa condição está mais frequentemente relacionada aos tendões dos músculos glúteo médio e glúteo mínimo, que ficam na região lateral do quadril.
Eles possuem um papel fundamental na estabilização da pelve e na movimentação das pernas.
Quando esses tendões são sobrecarregados ou sofrem microlesões repetitivas, podem evoluir para um quadro de tendinopatia, causando dor principalmente ao caminhar, subir escadas ou deitar sobre o lado afetado.
Além disso, a tendinopatia do quadril muitas vezes está associada à chamada síndrome da dor do grande trocânter, um conjunto de condições que inclui também a bursite trocantérica.
Nesses casos, ocorre um processo degenerativo ou inflamatório dos tendões glúteos, frequentemente acompanhado de dor na face lateral do quadril, podendo irradiar para a coxa.
Quais são os principais sintomas da tendinopatia no quadril?
A tendinopatia no quadril costuma se manifestar de forma progressiva, com sintomas relacionados à sobrecarga e disfunção dos tendões da região, especialmente dos glúteos.
Assim, é preciso estar atento aos seguintes sintomas:
- Dor no quadril, que pode irradiar para a coxa;
- Desconforto ao deitar sobre o lado afetado;
- Dor ao caminhar, subir escadas ou permanecer muito tempo em pé;
- Sensibilidade ao toque na região lateral do quadril;
- Rigidez ou sensação de “travamento” no quadril;
- Fraqueza muscular, especialmente ao apoiar o peso em uma perna;
- Piora da dor após atividades físicas ou movimentos repetitivos;
- Dificuldade para realizar atividades do dia a dia, como levantar-se ou sentar-se.
Lembramos que a intensidade dos sintomas pode variar, mas a persistência da dor é um dos principais sinais de que a avaliação pelo especialista é necessária.
Quem tem mais risco de desenvolver essa condição?
O risco de desenvolver tendinopatia no quadril está relacionado a uma combinação de fatores mecânicos, individuais e de estilo de vida.
Pessoas de meia-idade, especialmente mulheres, apresentam maior predisposição, possivelmente por diferenças anatômicas do quadril e influências hormonais.
Indivíduos com sobrepeso ou obesidade também têm risco aumentado, já que o excesso de carga sobre a articulação intensifica o estresse nos tendões.
Além disso, pessoas sedentárias ou que passam longos períodos sentadas podem desenvolver fraqueza e encurtamento muscular.
Isso ocorre porque os desequilíbrios sobrecarregam a região lateral do quadril.
Por outro lado, o problema também é comum em atletas e praticantes de atividades físicas repetitivas, como corredores, devido ao uso excessivo e à sobrecarga contínua dos tendões.

Alterações biomecânicas, como diferença no comprimento das pernas, desalinhamentos posturais ou alterações na marcha, também aumentam o risco, assim como histórico de lesões prévias no quadril ou na coluna lombar.
Como fazemos o diagnóstico da tendinopatia no quadril?
Inicialmente, realizamos uma anamnese completa, investigando características da dor, tempo de evolução, fatores que pioram ou aliviam os sintomas e histórico de atividades físicas ou lesões.
Em seguida, fazemos o exame físico, com testes que avaliam a dor na região lateral do quadril, sensibilidade ao toque e a força dos músculos glúteos, além da análise da marcha e do alinhamento corporal.
Para complementar a avaliação e confirmar o diagnóstico, solicitamos exames de imagem.
A ressonância magnética é considerada o método mais sensível para identificar alterações nos tendões, como degeneração, inflamação ou rupturas parciais, além de avaliar estruturas associadas.
O ultrassom também pode ser útil, principalmente por nos permitir uma análise dinâmica e comparativa, além de ser mais acessível.
Já as radiografias, costumamos solicitar para descartar outras causas de dor no quadril, como artrose no quadril ou alterações ósseas.
Quais são os tratamentos conservadores que indicamos?
O tratamento conservador da tendinopatia no quadril é, na maioria dos casos, a primeira escolha e apresenta bons resultados quando bem conduzido.
Entre as principais abordagens, destacamos:
É a base do tratamento e envolve exercícios específicos para fortalecimento dos músculos glúteos (principalmente glúteo médio e mínimo), além de treino de estabilidade do core e correção de padrões de movimento.
A fisioterapia também atua na melhora da mobilidade, redução da sobrecarga no tendão e prevenção de recidivas.
Uso de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios:
Podemos indicar em fases de dor mais intensa para controle dos sintomas.
Eles ajudam a melhorar o conforto do paciente e facilitam a adesão à fisioterapia, mas não devem ser utilizados como única forma de tratamento nem por longos períodos sem orientação médica.
Tratamento por ondas de choque (shockwave)

É uma técnica moderna e não invasiva que utiliza ondas acústicas para estimular a regeneração do tecido tendíneo.
Ela melhora a circulação local, reduz processos inflamatórios crônicos e auxilia na diminuição da dor, sendo especialmente eficaz em casos persistentes que não responderam bem à fisioterapia isolada.
Correção de fatores de risco
Inclui medidas como controle do peso corporal, ajuste de postura e análise da marcha.
Devemos corrigir alterações biomecânicas, como desalinhamentos ou fraquezas musculares, para evitar sobrecarga contínua no tendão.
Alongamento do quadril e reeducação muscular
Exercícios de alongamento ajudam a melhorar a flexibilidade e reduzir tensões na região do quadril, enquanto a reeducação muscular melhora o controle dos movimentos, diminuindo o risco de novas lesões.
Em quais casos a cirurgia pode ser necessária?
Fazemos a indicação cirúrgica quando há dor persistente e incapacitante, limitação funcional importante ou quando exames de imagem evidenciam lesões mais avançadas.
Porém, lembramos que os casos de cirurgia são muito raros.
Isso pode incluir degeneração significativa do tendão ou até rupturas parciais ou completas dos tendões glúteos.
Nesses casos, a cirurgia de quadril tem como objetivo reparar o tendão comprometido, remover tecidos degenerados e corrigir fatores mecânicos que estejam contribuindo para a dor.
Mesmo assim, a decisão é sempre individualizada, levando em consideração o perfil do paciente, nível de atividade, intensidade dos sintomas e resposta aos tratamentos prévios.
Se você apresenta dor persistente no quadril e não obteve melhora com os tratamentos convencionais, é crucial passar por uma avaliação especializada.
Agende uma consulta com o Dr. Ricardo Kirihara para um diagnóstico preciso e definição da melhor abordagem para o seu caso!













