Pubalgia e osteíte púbica: por que dói e como tratar

27 de outubro de 2026
FALE VIA WHATSAPP

Pubalgia e osteíte púbica são causas importantes de dor na região da virilha e do púbis, especialmente entre atletas. 

Embora possam apresentar sintomas semelhantes e até ocorrer simultaneamente, não são a mesma condição.


A pubalgia é um termo amplo para diferentes problemas dolorosos da região púbica.


Já a osteíte púbica é uma alteração que envolve especificamente a sínfise púbica e os tecidos ao seu redor. 


Identificar a origem da dor é fundamental para escolher o tratamento adequado.


O que é pubalgia?


Pubalgia é um termo que utilizamos para descrever dor localizada na região púbica, inguinal ou na parte inferior do abdômen. 


Não se trata, portanto, de uma única doença, mas de uma manifestação que pode estar relacionada a diferentes estruturas.


A chamada pubalgia do atleta pode envolver alterações nos músculos adutores, reto abdominal, tendões e estruturas da parede abdominal próximas ao púbis. 


Em alguns casos, também é chamada de "hérnia esportiva", embora esse nome possa ser inadequado, pois nem sempre existe uma hérnia inguinal verdadeira.


O que é osteíte púbica?


A osteíte púbica é uma condição não infecciosa que afeta a sínfise púbica, articulação localizada na parte anterior da pelve, e os tecidos que ficam ao seu redor.


Ela está frequentemente relacionada à sobrecarga mecânica e micro traumas repetitivos. 


Durante determinadas atividades esportivas, os músculos abdominais e adutores exercem forças sobre a região púbica, podendo gerar um desequilíbrio e sobrecarga da sínfise.


Esse mecanismo é especialmente relevante em esportes que envolvem:


  • Chutes repetitivos; 
  • Corridas e sprints; 
  • Acelerações e desacelerações; 
  • Mudanças rápidas de direção; 
  • Movimentos de rotação da pelve; 
  • Saltos e aterrissagens. 


A osteíte púbica também pode ocorrer em outras situações, como após determinadas cirurgias pélvicas, traumas ou alterações biomecânicas. 


Pubalgia e osteíte púbica: qual é a diferença?


Embora as duas condições possam provocar dor na mesma região, pubalgia é um termo mais abrangente, enquanto osteíte púbica representa uma condição específica da sínfise púbica.


Na pubalgia, a origem da dor pode estar nos músculos, tendões ou estruturas da parede abdominal e região inguinal. 


Já na osteíte púbica, existe comprometimento da região da sínfise púbica, podendo haver alterações ósseas e inflamatórias ao redor da articulação.


É importante destacar que as duas condições podem coexistir. 


Um atleta pode, por exemplo, apresentar osteíte púbica associada a tendinopatia dos adutores ou a uma lesão da musculatura abdominal. 


Por isso, não basta identificar que o paciente tem "dor no púbis". Precisamos investigar qual estrutura está efetivamente causando os sintomas. 


Por que a pubalgia e a osteíte púbica causam dor?


A pelve funciona como uma espécie de ponto de conexão entre a coluna, o quadril e os membros inferiores. 


Diversos músculos importantes têm inserção ou relação próxima com o púbis, especialmente os músculos adutores e a musculatura abdominal.


Quando existe uma diferença de força, flexibilidade ou controle entre essas estruturas, as forças aplicadas sobre a sínfise púbica podem aumentar.


Com a repetição dos movimentos, podem ocorrer microtraumas e sobrecarga dos tecidos, provocando dor e comprometimento funcional. 


Esse mecanismo é particularmente observado em esportes que exigem movimentos rápidos e repetitivos da pelve. 


Quais são os sintomas da pubalgia?


Os sintomas variam conforme a estrutura comprometida e a intensidade da lesão. 


Na pubalgia relacionada ao esporte, é comum que a dor apareça inicialmente durante a atividade física e, com a evolução do quadro, passe a interferir também nas atividades cotidianas.


Os principais sintomas podem incluir:


  • Dor na virilha ou região púbica, geralmente relacionada à atividade física; 
  • Dor na parte inferior do abdômen; 
  • Desconforto na origem dos músculos adutores; 
  • Dor durante chutes, corridas ou mudanças de direção; 
  • Dor ao realizar movimentos de contração dos músculos abdominais; 
  • Sensibilidade ao pressionar a região púbica; 
  • Redução do desempenho esportivo; 
  • Dor que pode irradiar para a parte interna da coxa. 


Em alguns casos, tossir ou espirrar também pode reproduzir os sintomas, especialmente quando há comprometimento da parede abdominal. 


Quais são os sintomas da osteíte púbica?


A osteíte púbica costuma provocar dor na parte anterior da pelve, especialmente sobre a sínfise púbica. 


O desconforto pode se estender para a virilha, região dos adutores ou parte inferior do abdômen.


Entre os sintomas mais frequentes estão:


  • Dor diretamente sobre o púbis; 
  • Dor na virilha; 
  • Sensibilidade ao pressionar a sínfise púbica; 
  • Dor ao caminhar; 
  • Desconforto ao subir ou descer escadas; 
  • Dor durante corrida; 
  • Dor ao chutar; 
  • Piora ao realizar movimentos da pelve; 
  • Dor durante a contração dos adutores; 
  • Alteração da marcha nos casos mais intensos. 


A dor pode começar de forma gradual e inicialmente aparecer apenas depois dos treinos. 


Com a progressão da sobrecarga, entretanto, pode tornar-se mais frequente e limitar as atividades cotidianas. 


Quem tem maior risco de desenvolver essas condições?


A pubalgia e a osteíte púbica são particularmente relevantes entre atletas, mas não estão restritas a esse grupo.


O risco pode aumentar em pessoas que realizam atividades com movimentos repetitivos e grande demanda sobre a pelve, especialmente:



  • Jogadores de futebol; 
  • Jogadores de rugby; 
  • Praticantes de tênis; 
  • Atletas de hóquei; 
  • Pessoas que praticam esportes com chutes; 
  • Indivíduos submetidos a aumento repentino da carga de treinamento.;
  • Corredores.


 pubalgia-osteite-pubica-causas-dr-ricardo-kirihara-ortopedista-quadril-sao-paulo


Desequilíbrios musculares, redução da mobilidade do quadril, alterações biomecânicas e retorno precoce ao esporte após uma lesão também podem contribuir para a manutenção dos sintomas. 


Como fazemos o diagnóstico?


O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. 


Durante o exame físico, podemos avaliar a região púbica, os músculos adutores, a musculatura abdominal, a mobilidade do quadril e a força muscular. 


Testes específicos podem reproduzir a dor e ajudar a determinar qual estrutura está envolvida.


Também podemos utilizar exames de imagem quando necessários. 


A radiografia pode mostrar alterações na sínfise púbica ou ajudar a descartar outras causas de dor. 


A ressonância magnética possui papel importante na investigação, pois permite avaliar edema ósseo, alterações da sínfise, tendões, músculos e outras estruturas da região. 


Em alguns pacientes, precisamos ampliar a investigação para descartar outras causas de dor na virilha, como impacto femoroacetabular, lesão do labrum, tendinopatia dos adutores, hérnia, fratura por estresse ou problemas da coluna.


Como tratamos a pubalgia?


Na maioria dos casos, a primeira abordagem é conservadora.


O objetivo inicial é reduzir a sobrecarga e, ao mesmo tempo, corrigir os fatores que contribuíram para o aparecimento da dor.

 

Podemos utilizar medidas como redução temporária das atividades esportivas que provocam sintomas, medicamentos analgésicos ou antiinflamatórios quando indicados e fisioterapia.


A fisioterapia é especialmente importante, pois pode trabalhar o fortalecimento dos músculos adutores e abdominais, a estabilidade da pelve, a mobilidade do quadril e o equilíbrio muscular. 


O tratamento de ondas de choque também tem ganhado força como opção de tratamento para as pubalgias. 


O retorno ao esporte deve ocorrer de maneira progressiva, respeitando a recuperação dos tecidos. 


Além disso, em casos selecionados, podemos considerar infiltrações ou outras terapias intervencionistas, conforme a estrutura responsável pela dor.


Como tratamos a osteíte púbica?


Na osteíte púbica, o tratamento também costuma ser inicialmente conservador.


A primeira medida geralmente envolve redução ou interrupção temporária das atividades que provocam dor, principalmente esportes com corrida, chutes e mudanças bruscas de direção. 


Gelo e medicamentos para controle da dor podem ser utilizados quando indicados.


Depois da fase inicial, a reabilitação deve ser progressiva, com exercícios para melhorar a força e o equilíbrio da musculatura que atua sobre a pelve. 


Outra alternativa é a terapia de ondas de choque para estimular diretamente o tecido afetado. 


Nosso objetivo é recuperar a capacidade funcional e permitir um retorno seguro às atividades. 


Em alguns pacientes, podemos utilizar infiltrações para controle da dor. 



Quer saber como funciona a infiltração para dor no quadril? Confira esse artigo em nosso site!


pubalgia-osteite-pubica-tratamento-dr-ricardo-kirihara-ortopedista-quadril-sao-paulo


Quando a cirurgia pode ser necessária?


A cirurgia para pubalgia ou osteíte púbica é excepcional e geralmente fica reservada para pacientes que apresentam sintomas persistentes apesar de um tratamento conservador bem conduzido.


Na pubalgia, consideramos o procedimento quando existe uma lesão estrutural específica que não responde à reabilitação. 


Já na osteíte púbica, procedimentos sobre a sínfise são reservados para casos graves e refratários.


Assim, a maioria dos pacientes com osteíte púbica apresenta boa evolução com tratamento conservador, enquanto a cirurgia é reservada para uma pequena parcela de casos persistentes. 


Como prevenir a pubalgia e a osteíte púbica?


A prevenção envolve, principalmente, preparar a musculatura para as demandas da atividade física e evitar aumentos bruscos de carga.


Confira abaixo algumas medidas importantes:


  • Fortalecer os músculos adutores, glúteos e abdômen; 
  • Trabalhar a estabilidade da pelve; 
  • Melhorar a mobilidade do quadril quando necessário; 
  • Aumentar progressivamente a intensidade dos treinos; 
  • Fazer aquecimento antes da atividade; 
  • Respeitar períodos de descanso; 
  • Corrigir movimentos e técnicas esportivas inadequadas; 
  • Não retornar ao esporte antes da recuperação adequada. 


Para atletas, o acompanhamento do especialista pode ajudar a identificar desequilíbrios musculares e alterações biomecânicas antes que evoluam para uma lesão mais importante.


Pubalgia e osteíte púbica: Dr. Ricardo Kirihara é especialista no tratamento das doenças do quadril


O Dr. Ricardo Kirihara é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e realizou sua especialização em Ortopedia e Traumatologia no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.


Especializado no tratamento clínico e cirúrgico das patologias do quadril pela USP, realiza uma avaliação individualizada para identificar a origem das dores na virilha, no púbis e na região do quadril. 


Sua abordagem considera tanto alterações articulares quanto problemas musculares, tendíneos e biomecânicos que podem estar envolvidos nos sintomas.


O Dr. Ricardo Kirihara também atua no tratamento da dor com terapia por ondas de choque, recurso que pode ser considerado em situações musculoesqueléticas selecionadas.


Se você apresenta dor persistente na virilha ou no púbis, principalmente se pratica esportes e percebe piora durante corrida, chutes ou mudanças de direção, agende uma consulta com o Dr. Ricardo Kirihara.



Receba um plano de tratamento personalizado e recupere seu bem-estar o quanto antes!


FAQ – Pubalgia e osteíte púbica


  • Pubalgia e osteíte púbica são a mesma coisa?

    Não. Pubalgia é um termo amplo para dor na região púbica e inguinal, enquanto osteíte púbica é uma condição específica que envolve a sínfise púbica e os tecidos ao seu redor.


  • O que causa a pubalgia?

    A pubalgia pode estar relacionada a lesões ou sobrecarga dos músculos adutores, reto abdominal, tendões e estruturas da região inguinal, especialmente em atletas.


  • O que causa a osteíte púbica?

    A osteíte púbica geralmente está associada a sobrecarga e microtraumas repetitivos da sínfise púbica, sendo frequente em esportes que envolvem chutes, corrida e mudanças bruscas de direção.


  • Pubalgia dói na virilha?

    Sim. A pubalgia geralmente provoca dor na virilha, região púbica ou parte inferior do abdômen, podendo irradiar para os músculos adutores.


  • Osteíte púbica tem cura?

    Na maioria dos casos, sim. O tratamento conservador, com redução temporária da carga e reabilitação progressiva, costuma proporcionar boa recuperação. 


  • Como tratar pubalgia e osteíte púbica?

    O tratamento depende da causa e pode envolver redução das atividades, medicamentos, fisioterapia, terapia de ondas de choque, fortalecimento muscular e, em casos selecionados, infiltrações ou cirurgia.


  • Quanto tempo demora para tratar a osteíte púbica?

    O tempo de recuperação varia bastante conforme a gravidade, o esporte praticado e a resposta ao tratamento. Alguns atletas melhoram em semanas, enquanto casos mais persistentes podem exigir vários meses de reabilitação. 


  • Quando a pubalgia precisa de cirurgia?

    A cirurgia é considerada apenas em casos selecionados, principalmente quando existe uma lesão estrutural específica e os sintomas persistem apesar de um programa adequado de tratamento conservador.


Do diagnóstico à recuperação da bursite no quadril: guia completo
13 de outubro de 2026
Como será o Diagnóstico e a Recuperação da Bursite no Quadril? Dr. Ricardo Kirihara é Ortopedista Especialista em Quadril e Atende em São Paulo
Colágeno tipo 2: guia definitivo
29 de setembro de 2026
Será que o Colágeno Tipo 2 ajuda com a dor nas articulações? Dr. Ricardo Kirihara é Ortopedista Especialista em Quadril e Atende em São Paulo!
Dor lombar: causas, sinais de alerta e tratamento passo a passo
15 de setembro de 2026
Quer saber qual o melhor tratamento para Dor Lombar? Dr. Ricardo Kirihara é Ortopedista Especialista em Quadril e Atende em São Paulo
Mais artigos